
No caminho que percorro ninguém sequer me ouve,
Ninguém sequer me olha, mas choram minha ausência;
Ultrapassei na hora errada,
vidros em estilhaços embaçam minha visão
marcas profundas na estrada
Cheiro de borracha queimada
Uma tentativa desesperada de freada
Um grito inaudível no fundo da alma, sem traços de lágrimas:
Não, por favor! Me diz que é apenas um pesadelo!
Preciso voltar para casa!
Crianças correm no parque de minha memória,
São meus filhos, o mais belo de minha história!
No quarto, chora uma linda esposa, chora uma mãe,
Choram os filhos, choram pela volta de quem adoram,
Dizem que ainda aguardam a volta do ente amado!
Aquela cruz, daquela estrada, esclarece a minha imprudente sina
Deixo a terra agora, seres diáfanos me guiam além.
Serei luz, acalento, daqueles de minha então história!
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