
O poeta pega o lápis e papel;
O pardal, com saudade de Paris,
Canta que nem louco no teto.
A poesia parece querer nascer;
Mas ela vem, oh, já, oh se vem!
Entre goiabeiras e jabuticabeiras,
Lá vem o malandro do sanhaço
Quem nem avião, o danado
Rasante, afunda o bico no mamão.
Entre goiabeiras e jabuticabeiras,
Lá vem o malandro do sanhaço
Quem nem avião, o danado
Rasante, afunda o bico no mamão.
O poeta sorri e agradece a metáfora:
Lembra de sua primeira vez,
Foi maravilhosamente patético
Igualzinho o voo ofegante
daquele danado sanhaço.
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