Vivo vivendo comigo






Vivo entre fantasias e ilusões,
A realidade mesmo, 
vivo-a de quando em quando.
Os meus grandes amores 
Não são obras do destino 
ou de um bom galanteio,
São feitos por mim,
na oficina de meus sonhos,
Sozinho em meu quarto,
Onde são arquitetados.


Neles eu sempre sou feliz, 
os finais são perfeitos
No meu mundo imaginário,
Todos os sorrisos são belos 
Os afetos são verdadeiros.

Quando lá choramos 
E apenas a forma utilizada
Para fortalecer casa vez mais
As nossas profundas emoções.

Para que então serve viver
a realidade dura de pedra
Senão para poder sonhar 
intensamente,
insistentemente, 
que a felicidade plena é possível?

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