Mata a
dentro
Mata a
fora
Afoga
Desafoga
Água
Na gruta
Vento
assopra
Gemem
taboas
Cachoeira
jorra
Natureza
concebe.
Aqui neste espaço divulgarei minhas poesias e de terceiros (os mestres), bem como textos interessantes e questões do dia a dia.

Teu silêncio me enjaula
me congela e me isola
dá-me um nó nas entranhas
amordaça meus lábios
não me deixa sorrir.
Decido fugir
e levo comigo a maldição
que em mim você
estranhamente lançou
a de nunca mais sorrir.
E a estrada que alcanço
de uma rica flora
disposta em suas margens
me socorre e promete
Levar-me para bem longe de ti.

Pouco antes de você partir
Me perdi pelo caminho...
E assim fiquei por muito tempo,
À deriva, solto pelas rédeas da incerteza.
Eu buscava uma fé, um dogma a seguir,
Mas os compêndios, os livros,
Eles me tiraram a possibilidade
De crer piamente no fantástico.
(...)
E você quando aqui esteve comigo,
Foi tão vago, tão distante, tão objetivo,
E tão intensamente marcante em minha vida.
Busquei vagas imagens de nossas interações,
E nada me foi elucidado, apenas um velho retrato,
Você estava sentado ao meu lado, em um sofá.
(...)
Então meu caminho cheio de encruzilhadas eu segui,
Sem fé, sem você, apenas no ouvir meus medrosos passos.
Mas um dia eu prestei atenção nas estrelas e te vi,
Me encheu de uma saudade, uma imensidão de verdade.
Reconstruí meu caminho, me centrei, criei uma fé só minha,
E se erro, agora sei, a culpa é minha, de mais ninguém!

Eu tenho uma amiga,
ela é uma bruxinha
dessas que voam em vassoura,
canta como o vento que sopra,
faz balançar as canoas.
Ela é bela,
ela é pagã.
Teu sorriso cabalístico
me encanta como as sereias da Odisséia;
me envenena como Circe.
Minha amiga bruxinha cheira a incenso
e nas noites de lua cheia
lá vem ela,
notívaga a me visitar!
Então eu uivo como um lobo,
Minha amiga bruxinha me enfeitiça
e me faz sentir o gosto da maçã!


Vejo meus olhos espiando a profundidade de meu ser Sinto meu corpo escorregando nos desfiladeiros de minha alma. E mesmo assim não perco...